Práticas alimentares e domínio físico da qualidade de vida de adultos: Estudo brazuca natal no contexto da pandemia da Covid-19

Autores

  • Renata Pereira Cortez
  • Ana Márcia Soares Fernandes Xavier
  • Nila Patrícia Freire Pequeno
  • Fernanda Keila Valente Batista
  • Dirce Maria Lobo Marchioni
  • Severina Carla Vieira Cunha Lima
  • Alanderson Alves Ramalho
  • Karine Cavalcanti Mauricio de Sena Evangelista
  • Clélia de Oliveira Lyra

Palavras-chave:

Domínio físico, Qualidade de vida, Adultos, Práticas alimentares, Covid-19.

Resumo

O cenário alimentar e nutricional tem passado por mudanças significativas nas últimas décadas devido a fatores como urbanização e industrialização, levando a uma dieta caracterizada por alimentos altamente processados, ricos em gorduras e açúcares, e pobres em fibras. Como resposta a essas mudanças, o Brasil atualizou suas diretrizes no Guia Alimentar para promover práticas alimentares saudáveis e culturalmente apropriadas. Este estudo buscou avaliar a adesão da população de Natal-RN às recomendações do Guia Alimentar e sua relação com a qualidade de vida física após a pandemia de COVID-19. Os resultados mostraram que a maioria dos participantes relatou baixa qualidade de vida no domínio físico, e não houve associação significativa entre o diagnóstico de COVID-19 e a qualidade de vida física. Quanto às práticas alimentares em relação às recomendações do Guia Alimentar, a maioria dos participantes concordou em colocar açúcar em bebidas como café ou chá, enquanto a maioria discordou em consumir sucos industrializados e frequentar restaurantes fast-food. Embora não tenha sido encontrada uma associação significativa entre as práticas alimentares e a qualidade de vida física, é importante notar que algumas práticas, como o consumo de sucos industrializados e fast food, foram discordadas pela maioria dos participantes. Isso sugere um possível reconhecimento da importância de escolhas alimentares saudáveis, apesar de não refletir diretamente na qualidade de vida física. Estudos adicionais podem ser necessários para entender melhor essa relação e identificar estratégias eficazes para promover hábitos alimentares saudáveis e melhorar a qualidade de vida física da população.

DOI: https://doi.org/10.56238/homeIVsevenhealth-050

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Publicado

2024-06-10