Violência urbana e traumas esplênicos em pacientes submetidos à esplenectomia

Autores

  • João Gabhriel Beserra Borges
  • Ana Luiza Gonçalves Páscoa
  • Arthur Lobão Ferreira de Souza
  • Lucas Magalhães Rocha
  • Lucas Miguel Martins de Souza Alencar
  • Ícaro Gava Muniz da Silva
  • César Augusto da Silva

Palavras-chave:

Esplenectomia, Lesão esplênica, Trauma abdominal penetrante.

Resumo

A esplenectomia, a remoção cirúrgica do baço, é frequentemente realizada devido a traumas e distúrbios hematológicos. Traumas contusos, como acidentes automobilísticos, são uma causa comum de lesões esplênicas, levando à necessidade de esplenectomia em muitos casos. Além disso, a incidência de violência urbana, incluindo traumas por arma de fogo e arma branca, contribui significativamente para as indicações de esplenectomia. Um estudo retrospectivo realizado no Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU/UNIVASF) buscou identificar o perfil epidemiológico dos pacientes submetidos à esplenectomia, com foco especial na relação com a violência urbana. Os resultados mostraram que a maioria dos pacientes era do sexo masculino, com idade média de cerca de 30 anos, predominantemente de cor parda e com baixa escolaridade. Acidentes automobilísticos foram a principal causa de esplenectomia, seguidos por traumas por arma de fogo e arma branca. A análise também revelou uma alta taxa de mortalidade entre os pacientes que sofreram traumas por arma de fogo e arma branca. Esses achados destacam a importância de políticas públicas eficazes para lidar com a violência urbana, pois ela tem um impacto significativo na saúde pública, resultando em custos humanos e financeiros consideráveis. A compreensão desses padrões epidemiológicos pode orientar intervenções para prevenir traumas esplênicos e melhorar o tratamento e a gestão dessas lesões.

DOI: https://doi.org/10.56238/homeIVsevenhealth-049

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Publicado

2024-06-10