Os riscos da automedicação em mulheres jovens no Brasil

Autores

  • José Nóia Filho
  • Ana Beatriz Martins Rosa
  • Debora Criscia da Silva Braga
  • João Filipe Lima Rocha
  • Leandro Alexandre Rocha Marques
  • Marcus Vinicius Sousa Chaves
  • Paulo Vitor Bezerra Azevedo
  • Washington Luis Carneiro Melo Júnior
  • Wilker Frainkyli Silva Mendonça
  • Bismarck Ascar Sauaia

Palavras-chave:

Automedicação, Risco a saúde pública, Mulheres.

Resumo

A automedicação constitui um problema significativo de saúde pública, tanto no Brasil como mundialmente, prevalecendo entre mulheres de 18 a 35 anos com menor nível educacional (Arrais et al., 2016; Bertoldi et al., 2014). É sabido e preocupante a necessidade de implantação de uma política mais centrada no controle da administração do acesso aos medicamentos sob prescrição de um profissional tanto na rede pública, quanto na rede privada. O presente levantamento de dados objetivou discorrer sobre uma população sujeita aos riscos em saúde pública pela automedicação. Na metodologia aplicada na pesquisa, foram utilizadas palavras-chave como "automedicação", "risco à saúde pública", e "mulheres", foram revisadas publicações no repositório Open Access entre 2008 e 2021, donde foram retirados os dados importantes, pautados nos objetivos da pesquisa. Dos 16 artigos selecionados durante a fase de pesquisas foram eliminados 10 artigos que não atendiam aos critérios proposto, a análise baseou-se em 6 publicações que destacavam a maior vulnerabilidade de mulheres jovens e com pouca instrução aos danos causados pela automedicação, incluindo intoxicação medicamentosa, arritmias cardíacas, dependência química, e outras condições graves (Vieira et al., 2011; Galato et al., 2012). A pesquisa confirma a necessidade urgente de políticas públicas que controlem o acesso a medicamentos prescritos, tanto no sistema público quanto privado (Naves et al., 2010). A educação formal e o acesso a informações científicas são cruciais para reduzir a prática de automedicação e minimizar seus riscos à saúde (Paniz et al., 2008). Dentre os principais agravos associados à automedicação, destacam-se alterações na pressão arterial, doenças renais crônicas, hepato e esplenomegalias, e reações alérgicas. Portanto, os dados sugerem que é imperativo o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas eficientes, bem como o aumento do investimento em educação e informação sobre os riscos associados à automedicação.

DOI: https://doi.org/10.56238/homeIVsevenhealth-042

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Publicado

2024-06-08