Resumo
Este estudo investiga os padrões de uso do celular entre os cidadãos do interior do Mato Grosso, com ênfase nas diferenças entre faixas etárias e níveis de escolaridade. O objetivo é compreender como o celular é utilizado como ferramenta de comunicação, lazer e inclusão digital, e explorar as implicações desse uso para o desenvolvimento pessoal e acadêmico dos usuários. A pesquisa utilizou uma combinação de análise descritiva, testes de correlação e análise de clusters para identificar grupos específicos de uso. Os resultados indicam que indivíduos com menor escolaridade tendem a utilizar o celular mais intensamente para lazer, enquanto aqueles com maior escolaridade fazem um uso mais orientado ao trabalho e aprendizado. Além disso, os jovens adultos, especialmente na faixa de 18 a 24 anos, demonstraram o uso mais intenso para atividades recreativas, principalmente em redes sociais e streaming, confirmando a hipótese de que o uso recreativo é mais prevalente nesse grupo. Embora não haja dados diretos suficientes para confirmar o impacto do uso recreativo no desempenho acadêmico, teoricamente argumenta-se que esse uso excessivo pode ter consequências negativas na produtividade e no desempenho escolar. Esses achados reforçam a necessidade de políticas públicas que incentivem o uso equilibrado do celular, promovendo atividades produtivas e educacionais, especialmente entre os jovens e os grupos de menor escolaridade. Recomenda-se a implementação de programas de capacitação digital, com foco em um uso mais equilibrado e produtivo da tecnologia, visando reduzir desigualdades e ampliar as oportunidades de desenvolvimento social e econômico.
DOI: https://doi.org/10.56238/sevened2024.031-089