Resumo
Como explicar o negacionismo, a resistência a medidas sanitárias e a proliferação de narrativas contrárias ao que se supunha ser o senso comum? Embora uma possível resposta a essa questão aponte para diferenças demográficas, sociais e econômicas, o artigo objetiva expor a influência decisiva dos modelos mentais e dos sistemas de valores dos indivíduos. Como preparação para testar essas conexões, introduzimos um arcabouço conceitual que integra a abordagem Habermasiana da comunicação com a psicologia do desenvolvimento moral e a Escola de Bloomington, de análise institucional. Resultados de experimentos reportados em outro lugar corroboram a hipótese de que a capacidade de resolver dilemas sociais comunicativamente, sem coerção, requer perspectivas sociais e estruturas cognitivas que emergem tardiamente da ordem de desenvolvimento moral dos indivíduos.
DOI: https://doi.org/10.56238/sevened2024.037-196