Eficácia do inositol no tratamento da síndrome dos ovários policísticos: Uma revisão de literatura

Autores

  • Lara Maia Duarte
  • Amanda Bartolomeu Frizon
  • Letícia Maia Duarte

Palavras-chave:

Inositol, Síndrome dos ovários policísticos, Insulino-sensibilização, Tratamento.

Resumo

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma desordem endocrinológica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e caracteriza-se por hiperandrogenismo, anovulação crônica e presença de ovários policísticos. Ademais, propicia o desenvolvimento de resistência insulínica, com alteração do perfil metabólico e/ou reprodutivo. Recentemente, o inositol, um composto naturalmente presente em frutas, feijões e nozes, tem repercutido como uma potencial intervenção devido às suas propriedades insulino-sensibilizantes. Este estudo revisa a eficácia e segurança do inositol no tratamento de mulheres com SOP, com foco em parâmetros clínicos e metabólicos. Foram conduzidas buscas nas bases de dados PubMed, Scopus e Cochrane Library para identificar estudos clínicos randomizados controlados que investigaram o impacto do inositol em parâmetros hormonais, metabólicos e reprodutivos de mulheres com SOP. A qualidade dos estudos foi avaliada usando a escala de Jadad. Os estudos analisados indicam que a suplementação com inositol, especialmente as formas mio-inositol e D-chiro-inositol, melhora a sensibilidade à insulina, reduz os níveis de andrógenos e restaura a função ovulatória. Houve redução nos níveis de testosterona livre, aumento na frequência de ovulação e ciclos menstruais regulares, além de melhorias nos perfis lipídicos e glicêmicos. No guideline de SOP de 2023, a suplementação com inositol é recomendada como terapia experimental para melhorar a sensibilidade à insulina e regularizar o ciclo menstrual em mulheres com SOP. Seu uso revela uma abordagem promissora, promovendo melhorias em parâmetros hormonais, metabólicos e reprodutivos. Pode ser considerado complementar às terapias convencionais, como metformina e contraceptivos orais, na presença de efeitos colaterais destes. No entanto, ainda são necessários estudos adicionais com amostras maiores e mais homogêneas com acompanhamento prolongado para consolidar esses achados, visando definir melhor padrão de segurança e efeitos colaterais, e assim, estabelecer diretrizes clínicas robustas.

DOI: https://doi.org/10.56238/homeIVsevenhealth-055

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Publicado

2024-06-10